O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, passou a ser investigado em um segundo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração, conduzida pela Polícia Federal (PF), busca esclarecer suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz, investigado em um esquema relacionado a fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O inquérito foi enviado ao STF e distribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo informações divulgadas pela Agência Estado e pelo UOL neste domingo (18), os investigadores identificaram registros de proximidade entre Flávio e Tomaz, incluindo viagens, encontros e documentos encontrados nos arquivos digitais do advogado.
Um dos pontos analisados pela PF envolve viagens de Flávio e familiares à Europa, em 2025. Reportagem da Folha de São Paulo informou que uma holding ligada ao setor de apostas esportivas, associada a Tomaz, teria custeado voos realizados pelo senador entre Portugal e França. O advogado afirma que os deslocamentos foram passeios entre amigos e nega irregularidades.
Os investigadores também analisam e-mails que indicariam que Flávio tinha acesso a uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. Em mensagem de maio de 2025, uma funcionária solicitou ao banco a retirada do acesso do senador. Flávio e Tomaz negam ter compartilhado uma conta ou mantido relação financeira entre si.
Willer Tomaz foi alvo de buscas da PF em agosto, durante uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada a descontos indevidos em benefícios previdenciários. A investigação também apura possíveis conexões entre recursos de origem suspeita e agentes públicos.
Este é o segundo inquérito envolvendo Flávio no STF. O outro trata de suspeitas relacionadas à obtenção de recursos para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.