A música gospel brasileira perdeu uma de suas representantes mais importantes. A cantora Sara Araújo morreu aos 80 anos, na noite de sábado (24 de outubro), em Goiânia, Goiás. A artista estava internada em estado grave após enfrentar complicações de saúde e passar por uma cirurgia de emergência.
A morte foi confirmada pela filha da cantora, a harpista Aline Araújo, por meio das redes sociais. A notícia ganhou repercussão neste domingo (25 de outubro), com manifestações de pesar de pessoas que acompanharam sua trajetória.
Sara havia sido submetida a uma cirurgia de emergência na sexta-feira (23 de outubro), devido a complicações relacionadas a uma hérnia. Após o procedimento, permaneceu internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante a internação, familiares chegaram a pedir orações pela recuperação da artista.
Natural de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, Sara construiu uma carreira de destaque na música religiosa. Ao longo de décadas de atuação, lançou mais de 40 discos e se tornou uma das pioneiras da música evangélica brasileira.
A cantora também ficou conhecida por estar entre as primeiras mulheres evangélicas a gravar músicas em discos de vinil no país. Sua trajetória começou em um período no qual o segmento religioso ainda tinha espaço limitado no mercado fonográfico nacional.
Além das gravações, Sara registrou parte de sua história na autobiografia Minha Vida. Em 2019, também recebeu uma homenagem durante uma solenidade pelo Dia Internacional da Mulher na Câmara Municipal de Goiânia, ocasião em que se apresentou ao lado da filha.
A morte da artista provocou manifestações de pesar no meio gospel. A cantora Tangela Vieira, que gravou a música “A Ditosa Cidade” com Sara, prestou uma homenagem nas redes sociais e relembrou os ensinamentos recebidos durante a convivência com a veterana.