O Atlético-MG recebeu uma notícia que pode afetar diretamente seu planejamento financeiro para a próxima temporada. Uma decisão tomada em Minas Gerais colocou em risco uma receita milionária que estava prevista para entrar nos cofres do clube em 2027.
Na terça-feira (3 de novembro), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou a suspensão cautelar dos patrocínios de empresas estatais destinados ao Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG. Com isso, o Galo pode deixar de receber R$ 15 milhões.
O investimento havia sido anunciado pelo governador Mateus Simões no final de setembro, após as mudanças nas regras relacionadas às casas de apostas esportivas. A proposta previa a distribuição de R$ 32 milhões entre os três clubes de Belo Horizonte.
Desse total, Atlético-MG e Cruzeiro teriam direito a R$ 15 milhões cada, enquanto o América-MG receberia R$ 2 milhões. Os recursos seriam disponibilizados por meio de contratos de patrocínio envolvendo empresas como Cemig e Codemig.
A suspensão ocorreu após uma representação apresentada pelo governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo. Ele questionou a legalidade dos investimentos, principalmente pela ausência de estudos técnicos que demonstrassem o retorno financeiro dos contratos para as estatais.
Outro ponto levantado foi a falta de critérios objetivos para definir os valores e escolher os clubes beneficiados. Cleitinho também argumentou que o estado enfrenta dificuldades financeiras e precisa priorizar despesas consideradas essenciais.
A decisão foi assinada pelo conselheiro em exercício Licurgo Mourão. Com a determinação, as empresas ficam impedidas de assinar novos contratos relacionados aos patrocínios. Caso existam acordos formalizados, os pagamentos também deverão ser interrompidos.
As estatais receberam um prazo de 48 horas para comprovar o cumprimento da medida, sob pena de multa diária. O Governo de Minas informou que não comenta processos em andamento e permanece à disposição do Tribunal de Contas para prestar esclarecimentos.
Apesar do impacto potencial de R$ 15 milhões para o Atlético-MG, a decisão ainda não representa uma perda financeira definitiva. A suspensão é provisória e poderá ser revista durante a análise do caso. Até lá, o clube não poderá contar com a garantia dessa receita no planejamento para 2027.