terça-feira, julho 28, 2026
14.9 C
São Paulo

Fernando Diniz aponta exagero em protocolo criado por conta de Vini Jr 

Fernando Diniz discordou da criação da Lei Vini Jr., que prevê expulsão para os jogadores que taparem a boca enquanto falam em discussões no campo. O treinador do Corinthians a vê como um “exagero”. 

A Lei Vini Jr entrou em vigor na Copa do Mundo e tenta coibir que os atletas se protejam quando ofenderem outros jogadores. Ela é inspirada e motivada no caso de racismo que o atacante da Seleção Brasileira acusou de sofrer em uma partida do Real Madrid, da Espanha, contra o Benfica, de Portugal. 

Durante as oitavas de final da Uefa Champions League, o argentino Giancula Prestianni cobriu a boca com as mãos e a camisa para xingar o brasileiro. Ele teria feito ofensas racistas e revoltou os madridistas na ocasião, como o próprio Vinicius e Kylian Mbappé.  

No entanto, como o gesto de Presitanni não permita a leitura labial e dificultava a punição por falta de provas, a Fifa definiu que todo atleta que ocultasse a boca seria punido com cartão vermelho e consequentemente seria expulso. 

A nova regra passou a valer no Campeonato Brasileiro depois do retorno da pausa para a Copa do Mundo. Perguntado sobre a sua opinião, Fernando Diniz disse que a acha um “exagero”. Para o técnico do Corinthians, os atletas geralmente não escondem a boca para cometer insultos racistas. 

“Em relação às outras regras, a maioria, eu sou de acordo. Essa da Lei Vini Jr., eu acho que não tem muito a ver, sinceramente. Acho que tampam para falar alguma coisa que não tem nada a ver. Eu acho que é um exagero. Na minha opinião, não gostaria que essa lei fosse aplicada. Mas a maioria das coisas que aconteceram na Copa do Mundo, eu acho que é para a melhoria do futebol”, disse. 

Além dessa regra, outra alteração que entrou em vigor no Brasileirão foi a implementação do impedimento semiautomático. Tecnologia que permite apuração quase instantânea para saber se o jogador está em impedimento ou não.