Contendo em seu plantel diversos jogadores ao nível de seleção, o Flamengo contou com desfalques importantes para sua intertemporada. O clube, no entanto, vai ser amparado financeiramente pela cessão de atletas.
A entidade recompensa as equipes que cedem jogadores às seleções durante o Mundial. Os valores são calculados de acordo com o período em que cada atleta permanece à disposição da respectiva seleção, desde a apresentação para a preparação até a eliminação ou o encerramento da participação na competição.
No caso de Nico de la Cruz, ao todo foram 34 dias de ausência do Flamengo para defender o Uruguai pela Copa do Mundo. O jogador rendeu US$ 5 mil por dia, somando US$ 170 mil por toda a participação (cerca de R$ 870 mil na cotação atual).
O Uruguai fez uma campanha discreta na Copa do Mundo e caiu nas oitavas de final. Apesar de contar com um elenco experiente e competente, a seleção passou por problemas internos e não conseguiu manter um bom desempenho nas partidas decisivas, sendo eliminada antes das fases finais do torneio.
O Programa de Benefícios aos Clubes foi criado pela FIFA para compensar financeiramente as equipes que liberam atletas para defender suas seleções. A iniciativa busca reconhecer a contribuição dos clubes para o futebol de seleções e distribui os recursos de acordo com o número de dias em que cada jogador permanece convocado durante o período oficial da competição.
Ciente do valor que tem a receber da FIFA pela cessão de De la Cruz, o Flamengo foca em seus compromissos oficiais da temporada. Léo Jardim tem pouco tempo para ajustar sua equipe após o empate com o São Paulo e logo começa a preparação para enfrentar o Internacional. O embate está marcado para acontecer nesta quarta-feira (29), às 19h30 (horário de Brasília), no Beira-Rio.


