domingo, agosto 31, 2025
22 C
São Paulo

Gestão do Corinthians enfrenta salários atrasados, ações judiciais e denúncias de atletas

Bastidores do Corinthians E-Sports expõem crise que vai além do competitivo

A promessa de representar o Corinthians em um dos setores que mais cresce no mundo, os esportes eletrônicos, tem se transformado em frustração para diversos jogadores e influenciadores. Desde 2022, o Corinthians E-Sports é gerido pela empresa CDS, que, em 2024, passou ao comando do empresário Milson Januário. Por isso, atletas e ex-colaboradores relatam atrasos salariais, ameaças contratuais, más condições de trabalho e pressão psicológica.

Vale destacar que as denúncias não são pontuais. Jogadores como Drummer e Fixa tornaram públicas suas cobranças nas redes sociais, enquanto processos judiciais somam mais de R$ 1 milhão, incluindo casos de ex-atletas que alegam até fome e moradias precárias. Isso porque, segundo a defesa do jogador Tatu, marmitas azedas e até com larvas foram enviadas pela CDS em substituição à alimentação devida por contrato.

Diretoria reconhece pendências, mas promete solução gradual

Em entrevista, Milson Januário admitiu dívidas salariais em torno de R$ 300 mil e mais de 40 ações judiciais em andamento. “Hoje estamos com pendência na ordem de R$ 300 mil… temos como previsão de zerar esse passivo nos próximos 60 dias”, afirmou. Sendo assim, a gestão alega que o problema está sendo tratado “caso a caso”.

Com isso, o empresário também revelou que investiu cerca de R$ 6 milhões na operação desde sua entrada no comando da CDS. “Desde outubro do ano passado… já colocamos perto de R$ 6 milhões na operação, através de recursos próprios. A coisa estava indo de forma normal até uma ação judicial nos surpreender em abril”, explicou.

Ambientes tóxicos e denúncias de ameaças agravam a situação

Dessa maneira, o cenário é agravado por relatos de ameaças internas, incluindo multas contratuais supostamente abusivas e clima de constante vigilância. “Estamos há quatro meses sem receber… Estão procurando quem está vazando [informações]”, revelou uma fonte anônima.

Cabe ressaltar que o próprio Milson nega qualquer tipo de coação: “Eu refuto qualquer tipo de atitude disso. Se isso aconteceu, feriu as normas da nossa organização”.

Corinthians ainda não se posiciona oficialmente

Além disso, o clube, dono da marca, ainda não se pronunciou oficialmente sobre os escândalos. Questionamentos foram enviados à direção do Parque São Jorge, mas não houve retorno até o momento. Dessa forma, a crise segue em curso, colocando em xeque a continuidade da CDS à frente da marca.

Portanto, apesar de conquistas no cenário competitivo, como vice-campeonato continental no Free Fire e participações internacionais no E-Football, os bastidores do Corinthians E-Sports revelam um cenário de instabilidade que precisa de respostas urgentes porque o respeito à marca vai além do que acontece nas telas.