O confronto entre The New Saints, do País de Gales, e Shkëndija, da Macedônia do Norte, pela fase pré-eliminatória da Liga dos Campeões da UEFA, foi palco de uma cena incomum nesta terça-feira (08). Em meio à disputa pela classificação, a equipe britânica precisou improvisar de forma inusitada após um incidente envolvendo o meio-campista Rory Holden.
Durante o primeiro tempo do jogo, realizado em Oswestry, o atleta foi obrigado a deixar o gramado após ter a camisa manchada com sangue. Em situações como essa, é comum a substituição da peça por outra de reposição.
No entanto, o uniforme reserva entregue a Holden não estava com a numeração obrigatória nas costas, o que impossibilitaria seu retorno imediato à partida.
Alternativa improvisada surpreende torcedores
Sem tempo hábil para encontrar uma nova solução, a comissão técnica da equipe galesa optou por uma saída improvisada: desenhar manualmente o número do jogador com uma caneta. Com o numeral escrito de forma artesanal, Holden recebeu autorização da arbitragem e conseguiu voltar ao jogo. Ele permaneceu em campo até os 35 minutos da etapa complementar, quando foi substituído.
A partida terminou empatada em 0 a 0, deixando a definição da vaga em aberto para o segundo confronto, que será disputado em Skopje, capital da Macedônia do Norte. O episódio chamou atenção nas redes sociais e gerou comentários sobre as diferentes estruturas enfrentadas por clubes de menor orçamento.

Diferenças estruturais em destaque
A ocasião evidencia a disparidade entre realidades no futebol europeu. Enquanto clubes milionários disputam, atualmente, a Copa do Mundo de Clubes com recursos amplos nos Estados Unidos, outros, como The New Saints, lidam com desafios logísticos e limitações materiais.
O episódio escancarou essa diferença, mostrando que, em certos contextos, o improviso ainda é necessário até mesmo nas principais competições continentais.
Conforme publicado pelo Itaporanews, “a disparidade de condições entre os clubes muitas vezes se evidencia em situações inusitadas”. Já o portal ge detalhou o momento da troca emergencial e destacou que “sem alternativa imediata, a comissão técnica recorreu a uma solução improvisada e curiosa: escrever o número do atleta manualmente com uma caneta”.