A permanência de Gabigol no Santos em 2027 passa por uma decisão que envolve diretamente o planejamento do Cruzeiro. Com o empréstimo perto do fim, o custo do atacante é o principal obstáculo para um novo acordo entre os clubes.
O Cruzeiro não pretende manter as condições financeiras do empréstimo atual. Para aceitar uma nova cessão, o clube mineiro quer que o Santos assuma integralmente os vencimentos do jogador. Hoje, as duas equipes dividem essa despesa.
O salário de Gabigol gira em torno de R$ 2,5 milhões por mês. Com bonificações e luvas previstas no contrato, o custo pode chegar a R$ 3,45 milhões. No acordo vigente, cada clube paga cerca de R$ 1,25 milhão, enquanto os bônus ficam sob responsabilidade da Raposa.
O Santos deseja manter o camisa 9, mas a mudança exigiria ampliar o investimento no atacante. A postura do Cruzeiro dificulta a continuidade da parceria financeira que viabilizou o retorno do jogador à Vila Belmiro nesta temporada.
Gabigol tem contrato com o Cruzeiro até dezembro de 2028 e está emprestado ao Santos até o encerramento de 2026. Sem um novo acerto, o vínculo com o clube mineiro prevê seu retorno após o fim da cessão.
O próprio atacante já reconheceu a dificuldade financeira para continuar no Santos. Em entrevista concedida em setembro, ele afirmou: “Ficar aqui é muito difícil, por questões financeiras do clube”. Na mesma conversa, demonstrou confiança na possibilidade de uma nova passagem pelo Cruzeiro.
Contratado pela Raposa para 2025, Gabigol terminou aquele ano com 13 gols, perdeu espaço para Kaio Jorge e pediu para sair em busca de mais oportunidades. O empréstimo ao Santos não rendeu compensação financeira ao Cruzeiro e também não estabeleceu uma opção de compra com preço fixado. Assim, uma transferência definitiva dependeria de negociação entre os clubes.