224 milhões: Flamengo pode realizar a maior venda da sua história

O Flamengo vive um momento estratégico em suas bastidores e existe a possibilidade do clube realizar a maior venda da história do clube. A movimentação ganha força após a diretoria rubro-negra ter recusado uma oferta inicial de 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 140 milhões) da Roma por Samuel Lino. Insatisfeita com a negativa, a equipe italiana prepara uma nova investida no valor de 40 milhões de euros (aproximadamente R$ 224 milhões), informação que foi divulgada pelo canal FlaZoeiro.

A recusa da primeira proposta ocorreu mesmo diante de um cenário financeiro delicado admitido publicamente pelos próprios dirigentes. O presidente Bap e o diretor de futebol José Boto ressaltaram recentemente a falta de caixa disponível, situação agravada pelo impacto direto nas receitas do clube após a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de setembro, que proibiu as casas de apostas (bets) no futebol brasileiro, afetando o contrato com a Betano, até então patrocinadora máster do Rubro-Negro.

Bap chegou inclusive a questionar publicamente como a instituição faria para honrar os pagamentos da contratação do meia Lucas Paquetá.

Apesar do aperto nas contas, a prioridade da diretoria vinha sendo o ganho técnico e o projeto esportivo na briga pelos títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores. Além disso, Samuel Lino não foi o único alvo do mercado internacional mantido no Ninho do Urubu: a gestão também rejeitou propostas por Carrascal, Léo Pereira e João Victor, além de uma oferta do Aston Villa por Emerson Royal.

Outra negociação que não se concretizou foi a de Gonzalo Plata com o Dínamo de Moscou, que renderia R$ 72 milhões, mas acabou cancelada após o equatoriano ser reprovado nos exames médicos. Ao todo, as ofertas recusadas por esse grupo superam 70 milhões de euros (cerca de R$ 392,5 milhões).