Flamengo abre mão de disputar campeonato internacional e BAP é criticado publicamente

O Flamengo virou alvo de críticas após a divulgação de uma nota oficial do antigo projeto de beach soccer do clube, que denunciou a recusa de um convite para disputar a Libertadores de Futebol de Areia de 2026.

A decisão foi atribuída à gestão do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e provocou insatisfação entre ex-integrantes da modalidade e torcedores rubro-negros. O comunicado também questionou o encerramento de um projeto que acumulou títulos importantes ao longo de mais de uma década.

Segundo a nota, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encaminhou, em 1º de abril de 2026, o Ofício PRE nº 035/2026, indicando o Flamengo como representante brasileiro na competição continental, prevista para maio. A escolha teria ocorrido por mérito esportivo, considerando o histórico da equipe. No dia seguinte, a presidência rubro-negra respondeu por meio do Ofício PRES 013/2026, recusando oficialmente a participação.

“O Clube de Regatas do Flamengo não possui equipe de Beach Soccer, portanto, não poderemos aceitar tão honrado convite.”

A declaração gerou indignação entre os responsáveis pelo antigo projeto, que alegam ter mantido atividades ininterruptas desde 2011. Na nota, o grupo classificou o encerramento da modalidade como uma decisão unilateral da atual administração.

O histórico apresentado pelos antigos integrantes inclui conquistas como a Copa Brasil de 2013, a World Winners Cup de 2019, o Circuito Brasileiro de 2024 e a Americas Winners Cup de 2024, disputada em El Salvador. O projeto também destacou resultados expressivos no futebol de areia feminino. Segundo os responsáveis, as atividades eram administradas de maneira autônoma, sem custos diretos para o Mengão, além de desenvolverem iniciativas de inclusão social.

O encerramento da modalidade também teria provocado mudanças no destino dos atletas. Conforme as informações divulgadas, grande parte do elenco que representava o Flamengo passou a integrar o projeto do Santos, após uma parceria envolvendo a empresa responsável pela antiga gestão do futebol de areia rubro-negro. A situação ampliou as críticas à diretoria, especialmente pela perda de uma vaga continental conquistada pelo desempenho esportivo da equipe.

Leia a nota completa abaixo:

A Nação precisa saber o que aconteceu.

No dia 01 de abril de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou o Ofício PRE nº 035/2026, com a indicação do Clube de Regatas do Flamengo para representar o BRASIL na CONMEBOL Libertadores de Beach Soccer a ser disputada em maio de 2026.

O convite não foi por acaso. Foi por mérito esportivo.

O Flamengo Beach Soccer tem mais de 14 anos de história ininterrupta vestindo o Manto Sagrado:

  • Fundado em 2011
  • Campeão da Copa Brasil 2013
  • Finalista do Mundial de Clubes em 2012 e 2013
  • Campeão do Mundo – World Winners Cup 2019
  • Campeão Carioca 2019 e 2022
  • Campeão Brasileiro Feminino 2023
  • Campeão RJxSP feminino
  • Campeão do Circuito Brasileiro 2024
  • Campeão da Americas Winners Cup 2024 em El Salvador.

Somos uma modalidade que levou o nome do Flamengo para Copacabana, para a Europa e para o mundo, aproximando o torcedor mais distante da paixão de torcer pelo Mais Querido.

No dia 02 de abril de 2026, a atual presidência respondeu com o Ofício PRES 013/2026: “O Clube de Regatas do Flamengo não possui equipe de Beach Soccer, portanto, não poderemos aceitar tão honrado convite.”

É isso que aconteceu. A modalidade foi extinta por decisão monocrática da atual gestão, mesmo com vaga na Libertadores garantida, mesmo com título mundial e mesmo sendo o dos maiores projetos sociais do clube.

O Beach Soccer do Flamengo nunca foi só troféu:
É o esporte mais democrático do Rio. É inclusão social, é criança da comunidade treinando ao lado de ídolo, é o Rio de Janeiro na areia, é a origem do próprio Clube de Regatas do Flamengo. É um esporte que revela talentos e não tinha custo para o clube, tendo em vista que todas as ações eram geridas pela própria modalidade.

O Brasil nos chama para representar o país.

O Flamengo diz que não tem time.

Que tipo de gestão recusa representar o Brasil na Libertadores? Que tipo de gestão apaga 14 anos de história, títulos e trabalho social?

Respeito à história, respeito aos atletas, respeito aos profissionais e à Nação Rubro-Negra que sempre lotou as areias.

Respeito não houve.

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