O futuro de Soteldo pode ter impacto nas contas do Fluminense mesmo sem uma nova contratação. Uma condição prevista no negócio com o Santos estabelece um pagamento adicional caso o atacante venezuelano permaneça no clube carioca além do prazo definido no acordo.
A cláusula prevê uma compensação de US$ 2 milhões, valor apresentado na cobertura da negociação como aproximadamente R$ 11 milhões. O gatilho está relacionado à ausência de uma venda para outro clube até o fim de dezembro de 2026. Portanto, a cobrança depende dessa condição contratual.
A existência do mecanismo foi confirmada por Marcelo Teixeira, presidente do Santos, em entrevista concedida à época da transferência. O dirigente explicou que o clube paulista teria direito a uma compensação financeira caso o Fluminense não negociasse o jogador até o encerramento de 2026.
O dispositivo faz parte da operação acertada em 2025. Naquele momento, o Tricolor comprou 50% dos direitos econômicos do venezuelano. A negociação também envolveu a reorganização dos percentuais que estavam divididos entre Santos e Tigres, do México.
Segundo a apuração publicada pela Trivela durante as tratativas, o pagamento adicional seria destinado à aquisição da participação restante do Santos. O clube paulista pretendia usar parte da receita inicial para assumir a fatia que pertencia ao time mexicano.
Esse formato explica por que a permanência do atacante pode gerar uma nova despesa. O desembolso não corresponde a uma multa por desempenho esportivo ou a uma punição, mas a uma obrigação vinculada às condições estabelecidas na transferência.
O prazo dessa cláusula também é diferente da duração do contrato de trabalho. Soteldo acertou vínculo com o Fluminense até dezembro de 2028. Assim, o fim de 2026 funciona como referência para a compensação financeira, sem representar o encerramento automático da passagem do jogador pelo clube.