A eliminação do Fluminense na Libertadores deixou consequências que vão além da perda da vaga na final. O técnico Marcão precisará reorganizar a defesa para a sequência do Campeonato Brasileiro após a confirmação de um problema físico envolvendo Julián Millán.
O clube informou na sexta-feira (23 de outubro) que o zagueiro colombiano sofreu uma lesão de grau 2 no músculo adutor da coxa direita. A previsão de recuperação é de quatro a seis semanas, período que coloca em dúvida sua participação nos últimos jogos da temporada.
Millán sentiu dores ainda no primeiro tempo do confronto com o Palmeiras, na quarta-feira (21 de outubro), pela volta da semifinal da Libertadores. Após receber atendimento, o defensor deixou o gramado e deu lugar a Ignácio. O Fluminense venceu por 1 a 0, mas acabou eliminado na disputa por pênaltis.
A ausência chega em um momento importante para o colombiano. Depois de conquistar mais espaço com Marcão, Millán vinha formando a dupla de zaga titular ao lado de Thiago Silva. Sua presença pelo lado esquerdo também ajudava na saída de bola da equipe.
Sem o defensor, a comissão técnica terá que avaliar outras opções para a posição. Ignácio é uma das alternativas, enquanto Freytes e Igor Rabello também podem atuar no setor. A escolha dependerá da formação adotada pelo treinador nos próximos compromissos.
Essa não é a primeira vez que Millán enfrenta um problema muscular desde sua chegada ao Fluminense. O jogador já havia passado por um período de recuperação durante a temporada, o que interrompeu sua sequência em campo.
O departamento médico também acompanha a situação do volante Martinelli, que precisará passar por uma artroscopia no joelho esquerdo após uma lesão no menisco. A previsão é de seis semanas de recuperação, e o meio-campista também deve perder o restante do ano.