O atacante Alerrandro foi decisivo na vitória do Internacional por 1 a 0 sobre o Coritiba, no Beira-Rio, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de 171 dias sem marcar, o jogador converteu um pênalti aos 49 minutos do segundo tempo e garantiu três pontos fundamentais para o Colorado, que deixou temporariamente a zona de rebaixamento.
Em entrevista ao Premiere, Alerrandro revelou que a responsabilidade pelo pênalti já havia sido definida antes da cobrança. Sem Alan Patrick em campo, Bruno Henrique costuma ser a primeira opção.
“Quando o Alan não está em campo, naturalmente é o Bruno, mas ele sempre cobra eu de treinar. E hoje era eu. Estava determinado que eu cobraria. Fui feliz em poder fazer o gol e dar a vitória ao Inter”, afirmou ao Premiere.
O gol teve um significado especial para o atleta, que atravessava um período complicado com a camisa colorada. Alerrandro estava há quase seis meses sem balançar as redes e vinha sendo bastante cobrado pela torcida, especialmente depois de uma atuação criticada no empate contra o Remo.
“Eu sou um cara muito tranquilo sobre isso. Sei do momento que fui mal, que errei, e sei também do momento que vou bem. Acho que a crítica é válida. Sigo trabalhando, como sempre segui aqui, para poder ajudar o Inter”, comentou.
Ele também deixou claro que pretende contribuir de outras maneiras, além dos gols. “Sei da minha capacidade, sei do que posso ajudar. Vou continuar dando o meu máximo, trabalhando para fazer não só gol, mas assistência, contribuir brigando o jogo todo com o Inter e sair dessa situação”, completou.
Sobre a dificuldade da partida, o jogador destacou o equilíbrio entre as equipes e a necessidade de evitar erros nos momentos decisivos. “Chega um momento da competição em que todo jogo fica difícil. É um jogo muito estudado, além do que já é, porque qualquer erro no final pode tirar um ponto, tirar três pontos do seu desempenho”, seguiu.
O atacante também comentou a estratégia utilizada pelo Coritiba, que dificultou a construção das jogadas do Internacional durante boa parte do confronto. “Acredito que o Coritiba estudou bastante a gente. Estava marcando individual ali, dificultou um pouco, mas soubemos controlar bem, não sofrer tanto. Na hora que surgiu a oportunidade, a gente matou”, concluiu.