A derrota do Vasco por 1 a 0 para o Palmeiras, no domingo (1º de novembro), continuou rendendo discussões. A arbitragem virou assunto após o duelo de ida da semifinal da Copa do Brasil, no Nubank Parque. Na súmula, Anderson Daronco justificou a expulsão de Alan Saldivia e descreveu uma reclamação de dirigentes vascaínos.
Saldivia recebeu dois cartões amarelos e deixou o campo aos 31 minutos do segundo tempo, quando o Vasco já perdia. A segunda advertência ocorreu após o zagueiro puxar Vitor Roque durante um contra-ataque. Daronco classificou o lance como “uma falta tática para impedir um ataque promissor”.
Outro episódio registrado no documento aconteceu após o apito final. O diretor técnico Felipe Maestro entrou no gramado e questionou o quarto árbitro sobre a rapidez da decisão em um lance dentro da área palmeirense. Daronco ressaltou que o dirigente “não praticou nenhuma ofensa”.
A reclamação fazia referência à jogada em que a bola atingiu o braço de Alexander Barboza após disputa com Lescano, no início do segundo tempo. O Vasco pediu pênalti, mas o árbitro mandou seguir. A súmula não apresenta explicação técnica para a decisão. O VAR não recomendou uma revisão no monitor.
Após a partida, Felipe também foi visto conversando com Daronco no acesso aos vestiários. O presidente Pedrinho acompanhou a abordagem e questionou a não marcação da penalidade. O registro de ausência de ofensas pode ser considerado caso a conduta do diretor seja analisada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Com gol de Maurício, o Palmeiras venceu o primeiro encontro e passou a jogar pelo empate na volta, marcada para domingo (8 de novembro), às 17h (horário de Brasília), em São Januário. O Vasco precisa vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente. Uma vitória por apenas um gol levará a decisão para os pênaltis.