A aproximação entre Pedrinho, presidente do Vasco, e o empresário Marcos Lamacchia tem movimentado os bastidores da possível venda da SAF cruz-maltina. A Almirante Participações aparece como uma das principais interessadas na aquisição, enquanto o histórico societário da empresa também colocou Leila Pereira, presidente do Palmeiras, no centro das discussões.
De acordo com informações do jornalista Pedro Lopes, do UOL, a Almirante está próxima de um acordo para adquirir a SAF do Vasco. Criada em 2024, a empresa teve inicialmente como sócios José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, com o objetivo de investir em sociedades anônimas do futebol. Marcos Lamacchia, filho do empresário, assumiu o controle posteriormente, em agosto de 2025.
A participação de Leila ocorreu por meio da Crefipar, holding familiar que, na época, pertencia 2% à dirigente e 98% a José Roberto Lamacchia. Entretanto, sua presença na sociedade durou aproximadamente um mês. A presidente do Palmeiras deixou a empresa em abril de 2024, antes da entrada de Marcos e do avanço das negociações com o Vasco.
Na ocasião, a empresa ainda se chamava Top Gol e permaneceu sob o controle de José Roberto Lamacchia até agosto de 2025. Naquele mês, o empresário transferiu integralmente sua participação para o filho Marcos, que passou a comandar a sociedade. A mudança também foi acompanhada pela adoção do nome Almirante Participações.
Em carta enviada ao Vasco, a Almirante afirmou que as negociações pela SAF estão em andamento há cerca de dois anos. O período mencionado inclui uma fase anterior à entrada de Marcos Lamacchia na sociedade, quando José Roberto ainda detinha o controle da empresa.
José Roberto Lamacchia, por sua vez, também virou assunto nos bastidores do Palmeiras. Conselheiro do clube desde 2017, o empresário enfrenta questionamentos de um grupo de conselheiros, que estuda formalizar denúncias relacionadas às suas declarações sobre a possível compra da SAF do Vasco pelo filho.