A Copa do Mundo ganhou um assunto extracampo envolvendo a seleção da Tunísia. Oito jogadores da equipe apresentaram resultados analíticos atípicos em exames antidoping após a detecção de traços de clenbuterol, substância proibida pela Agência Mundial Antidoping (WADA). Apesar disso, o caso não é tratado, neste momento, como uma infração por doping, e não há indicação de punições aos atletas.
Os exames identificaram concentrações inferiores a 5 nanogramas por mililitro de urina, limite adotado pela WADA desde 2022 para diferenciar um resultado positivo de um “Resultado Analítico Atípico”. Nesses casos, é aberta uma investigação para verificar se a substância entrou no organismo por contaminação alimentar, antes de qualquer decisão disciplinar.
A principal suspeita é que os jogadores tenham consumido carne contaminada durante a estadia da delegação em Monterrey, no México. A Tunísia permaneceu na cidade antes da derrota por 3 a 1 para os Países Baixos, resultado que selou sua eliminação ainda na fase de grupos.
O clenbuterol é conhecido por seu potencial de melhorar o desempenho esportivo, mas também aparece em episódios relacionados à cadeia alimentar no país.
O histórico reforça essa hipótese. No Mundial Sub-17 de 2011, também disputado no México, mais de uma centena de atletas de diferentes seleções apresentou vestígios de clenbuterol nos exames. Após a investigação, a Fifa concluiu que parte da carne servida às delegações estava contaminada, e nenhum jogador foi punido. Esse episódio levou à adoção de protocolos específicos para competições realizadas no país.
A Federação Tunisiana de Futebol, os oito jogadores envolvidos e seus respectivos clubes já foram comunicados sobre a investigação. Até o momento, não há qualquer suspensão aplicada nem processo aberto por violação das regras antidoping.


