Alguns alimentos ganharam fama de saudáveis por trazerem palavras como “integral”, “natural”, “light” ou “rico em fibras” na embalagem. Outros aparecem com frequência em dietas e são vistos como opções melhores para o café da manhã ou para os lanches.
O problema é que a aparência do produto não é suficiente para saber como ele foi produzido. Dependendo da composição, alimentos que parecem saudáveis podem ser ultraprocessados, uma categoria que inclui produtos feitos com diferentes ingredientes e aditivos usados para modificar sabor, cor, textura ou aumentar a durabilidade.
Confira sete exemplos que merecem atenção na hora da compra.
1. Granola
A granola costuma ser associada a uma alimentação equilibrada por levar cereais, sementes e oleaginosas. Mas algumas versões industrializadas podem ter bastante açúcar, gordura, xaropes, aromatizantes e outros aditivos.
Por isso, vale olhar a lista de ingredientes. Quanto mais longa e cheia de substâncias pouco utilizadas em receitas caseiras, maior a chance de o produto ser ultraprocessado.
2. Iogurte saborizado
Iogurte natural e sem açúcar é considerado um alimento minimamente processado. Já algumas versões saborizadas podem receber açúcar, aromatizantes, corantes e outros ingredientes.
Isso não significa que todo iogurte com sabor seja igual. A dica é comparar os rótulos e verificar a quantidade de açúcar e a lista de ingredientes antes de escolher.
3. Pão integral de pacote
A palavra “integral” não significa, sozinha, que um pão seja pouco processado. Algumas versões industrializadas levam, além da farinha, ingredientes como açúcar, gordura vegetal, emulsificantes, conservantes e outros aditivos.
O Guia Alimentar considera ultraprocessados alguns pães de forma quando apresentam esse tipo de composição.
4. Barrinha de cereal
As barrinhas parecem uma alternativa prática para quem quer fazer um lanche rápido. Porém, muitas versões podem conter açúcar, xaropes, gorduras e diversos aditivos.
O Ministério da Saúde inclui as barras de cereal entre os exemplos de alimentos ultraprocessados.
5. Cereal matinal
Alguns cereais matinais são vendidos como fontes de fibras, vitaminas e minerais, mas isso não significa que sejam necessariamente uma opção saudável. Dependendo da formulação, podem ter bastante açúcar, corantes, aromatizantes e outros ingredientes característicos dos ultraprocessados.
A recomendação é observar tanto a tabela nutricional quanto a lista de ingredientes.
6. Peito de peru
Por ser associado a uma fonte de proteína e ter aparência mais leve do que outros embutidos, o peito de peru costuma ser visto como uma opção saudável. No entanto, trata-se de um produto industrializado e, dependendo da formulação, pode conter bastante sódio, conservantes e outros aditivos.
O Ministério da Saúde recomenda evitar embutidos, incluindo o peito de peru, dentro de uma alimentação saudável.
7. Suco de caixinha
A embalagem com imagens de frutas pode passar a impressão de que o produto é equivalente a um suco feito em casa. Mas é preciso diferenciar os produtos: sucos 100% integrais podem fazer parte do grupo dos alimentos minimamente processados, enquanto bebidas adoçadas e refrescos podem ser ultraprocessados.
Por isso, a melhor maneira de saber o que está levando para casa é conferir o rótulo. Produtos com listas extensas de ingredientes e substâncias como aromatizantes, corantes, emulsificantes, adoçantes e outros aditivos merecem atenção.
Isso não significa que uma pessoa precise eliminar todos os produtos industrializados da alimentação. O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que a base da dieta seja formada por alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijão, ovos, carnes e leite, e orienta a evitar o consumo de ultraprocessados.
No supermercado, portanto, olhar apenas as palavras destacadas na parte da frente da embalagem pode não ser suficiente. Ler a lista de ingredientes é uma das formas mais simples de entender o que realmente está dentro do produto.


