Por muito tempo, o ovo ganhou fama de vilão por causa do colesterol presente na gema. A ideia de que comer ovos todos os dias poderia fazer mal ao coração acabou se espalhando, mas hoje a relação entre o alimento e a saúde é vista de uma forma mais ampla.
Para a maioria das pessoas saudáveis, o ovo pode fazer parte da alimentação sem problema. A AHA (American Heart Association, ou Associação Americana do Coração) considera que até um ovo inteiro por dia pode fazer parte da dieta de pessoas saudáveis. Ainda assim, não existe uma quantidade que sirva para todo mundo, já que o restante da alimentação também conta.
O colesterol do ovo, sozinho, não determina o nível de colesterol no sangue. A quantidade de gordura saturada consumida também tem bastante importância. Por isso, uma alimentação com muitos embutidos, carnes gordurosas, manteiga e outros alimentos ricos em gordura saturada pode ser mais preocupante do que o consumo de um ovo isoladamente.
E o ovo ainda tem bastante coisa boa. Ele é fonte de proteína de qualidade e fornece nutrientes como vitaminas, minerais e colina, que participa de funções importantes do organismo. A maior parte das proteínas está na clara, enquanto a gema concentra boa parte das vitaminas, minerais e também do colesterol.
A forma de preparo também merece atenção. Ovo cozido, mexido com pouco óleo ou pochê são opções diferentes de um ovo frito em bastante gordura e acompanhado de bacon, linguiça ou outros alimentos muito gordurosos. Nesse caso, o problema pode estar mais no conjunto da refeição do que no ovo.
Quem tem colesterol alto ou alguma doença cardiovascular deve conversar com um profissional de saúde antes de aumentar o consumo. A quantidade adequada pode variar de acordo com os exames, a alimentação e as necessidades de cada pessoa.
Então, afinal, quantos ovos dá para comer? Para uma pessoa saudável, um ovo inteiro por dia é uma referência considerada adequada pela AHA. Mas isso não significa que comer um pouco mais ocasionalmente vá fazer mal. O mais importante é olhar para a alimentação como um todo e não transformar um único alimento em vilão ou mocinho.


