O número de cartões recebidos pelos clubes no Campeonato Brasileiro poderia representar um prejuízo financeiro significativo caso a CBF adotasse critérios semelhantes aos utilizados pela FIFA na Copa do Mundo de 2026. No caso do Corinthians, a conta poderia alcançar uma quantia milionária.
Antes da 31ª rodada do Brasileirão, o clube paulista acumulava 84 cartões amarelos e sete vermelhos, totalizando 91 advertências e expulsões. Os números colocam o Corinthians em uma situação que chama atenção quando comparada às punições financeiras previstas pela entidade máxima do futebol.
Utilizando como referência uma cobrança de US$ 10 mil por cartão amarelo, as 84 advertências representariam uma multa de US$ 840 mil. O valor equivale a aproximadamente R$ 4,27 milhões, considerando a cotação de R$ 5,08 por dólar.
A situação ficaria ainda mais pesada com as expulsões. Pelos valores utilizados na simulação, cada cartão vermelho decorrente de dois amarelos representaria US$ 15 mil, enquanto uma expulsão direta custaria US$ 20 mil.
Como não há confirmação sobre quantos dos sete cartões vermelhos ocorreram de forma direta, a cobrança hipotética pelas expulsões ficaria entre US$ 105 mil e US$ 140 mil.
Somando as duas modalidades de punição, o Corinthians poderia enfrentar uma multa entre US$ 945 mil e US$ 980 mil, equivalente a aproximadamente R$ 4,8 milhões e R$ 5 milhões.
O montante também supera os valores calculados em simulações semelhantes envolvendo Palmeiras e Flamengo, que acumulavam 65 e 63 cartões amarelos, respectivamente, antes da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Na competição nacional, entretanto, o Corinthians está sujeito às regras disciplinares da CBF. O acúmulo de três cartões amarelos em partidas diferentes provoca suspensão automática, enquanto as expulsões também geram punições esportivas e podem resultar em sanções adicionais, conforme cada caso.
A comparação financeira não representa uma dívida do Corinthians. Os valores foram calculados exclusivamente para demonstrar quanto as advertências e expulsões poderiam custar caso fossem submetidas às tarifas utilizadas como referência no regulamento disciplinar da FIFA.