O jornalista esportivo Juca Kfouri usou sua coluna no UOL para compartilhar um dos momentos mais difíceis de sua vida. Em um texto publicado na segunda-feira (26 de outubro), ele lamentou a perda de uma das pessoas mais importantes de sua família e relembrou episódios que marcaram sua trajetória.
Camila Kfouri, filha do jornalista com Leda Kfouri, morreu aos 48 anos. A causa da morte não foi divulgada. Psicóloga e psicoterapeuta, ela enfrentava diferentes problemas de saúde, conforme relatou o pai em sua homenagem.
“Perdi hoje uma das paixões de minha vida. Sinto na carne a dor que imaginava ser a maior de todas. É”, escreveu Juca, antes de completar: “O maior de meus medos”.
Na publicação, o jornalista contou que a filha tinha apenas seis anos quando presenciou o avô paterno ser baleado durante um assalto na porta de casa. Segundo ele, o episódio deixou sequelas que acompanharam Camila ao longo da vida.
Entre os problemas de saúde mencionados estão disfunção da glândula suprarrenal, compulsão e neuropatia diabética. Juca também relatou que a filha passou por uma cirurgia bariátrica. Apesar das complicações citadas, não foi esclarecido qual condição provocou sua morte.
Conhecida carinhosamente como Camiloca, Cam e Joaninha, Camila construiu uma trajetória profissional em diferentes áreas. Antes de atuar como psicóloga, trabalhou como produtora na Conspiração Filmes e também foi DJ de música brasileira.
Ela era a única mulher entre os quatro filhos de Juca e Leda Kfouri, sendo irmã de André, Daniel e Felipe.
A morte também provocou manifestações de pesar nas redes sociais. A artista plástica Rita Wainer, amiga de Camila há 31 anos, publicou uma homenagem e falou sobre a dificuldade de assimilar a perda. O cineasta Fernando Grostein também lamentou a morte da amiga de infância.
O velório de Camila foi marcado para esta terça-feira (27 de outubro), das 11h às 15h, no Cerimonial Pacaembu, em São Paulo. A cremação está prevista para as 16h30, no Crematório Vila Alpina.
Ao encerrar sua homenagem, Juca Kfouri falou sobre a dificuldade de imaginar a vida sem a presença da filha.
“Não faço ideia de como será daqui para frente diante de tamanha agressão ao ciclo natural da vida. Só sei que a levarei comigo até o fim.”