Polícia identifica mulher que fez saudação nazista durante eleições no Rio de Janeiro

Um episódio registrado durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ganhou repercussão nas redes sociais e passou a ser investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. O caso aconteceu em um local de votação na Zona Sul da capital fluminense e envolve um gesto associado ao nazismo.

A mulher filmada fazendo a saudação foi identificada como Erica Marques Pinho, de 46 anos. O episódio ocorreu no último domingo (25 de outubro), no Colégio Santo Inácio, localizado no bairro de Botafogo.

Nas imagens que circularam pelas redes sociais, Erica aparece estendendo o braço direito em um gesto associado à saudação nazista. A atitude provocou a reação de um homem que estava no local e questionou o comportamento da mulher.

Durante a discussão, ela perguntou ao homem se ele era comunista. Após ouvir que ele era judeu, Erica teria respondido: “Pior ainda”. A declaração também passou a ser analisada no contexto da investigação.

A Polícia Civil identificou a mulher e encaminhou o caso à 10ª Delegacia de Polícia, em Botafogo. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do episódio e avaliar a possível ocorrência de crime relacionado ao preconceito.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Dia, Erica compareceu à delegacia na terça-feira (27 de outubro) para prestar depoimento sobre o ocorrido.

O episódio também provocou uma manifestação da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj). A entidade repudiou a atitude registrada no local de votação e informou que acompanharia o andamento das investigações.

No Brasil, a legislação prevê punições para determinadas manifestações de apologia ao nazismo. A Lei nº 7.716/1989 estabelece, entre outras disposições, penas para a divulgação de símbolos, emblemas e propaganda destinados à propagação do nazismo.

O enquadramento jurídico do episódio depende da análise das provas e das circunstâncias investigadas pelas autoridades. A identificação da mulher e a prestação de depoimento não representam, por si só, uma condenação.

A defesa de Erica também se manifestou e pediu desculpas pelo ocorrido: “A defesa afirma que sua reação se dirigia ao confronto, sem intenção de discriminar Ian (quem gravou o vídeo), depreciar sua identidade judaica ou ofender sua religião e que respeita profundamente a comunidade judaica, inclusive, pedindo sinceras desculpas pelo ocorrido”.

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