Renato Cariani pode pegar até 51 anos de prisão após pedido do Ministério Público

O influenciador e empresário Renato Cariani poderá enfrentar uma pena superior a 50 anos de prisão caso seja condenado por todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O órgão pediu a condenação do influenciador por tráfico de produtos químicos destinados à fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

O pedido foi apresentado em 21 de outubro, durante as alegações finais do processo que tramita na 3ª Vara Criminal de Diadema, na Grande São Paulo. Os detalhes da manifestação foram divulgados na quarta-feira (28 de outubro).

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Cariani teria participado de um esquema responsável pelo desvio de mais de 12 toneladas de produtos químicos utilizados na fabricação de cocaína e crack.

A investigação aponta que a Anidrol, empresa da qual o influenciador é sócio, teria realizado 59 operações comerciais fraudulentas entre 2014 e 2020.

De acordo com a acusação, notas fiscais eram emitidas em nome de empresas farmacêuticas que não reconheciam as compras. Os produtos teriam sido posteriormente destinados ao narcotráfico.

O Ministério Público também aponta movimentações financeiras suspeitas de aproximadamente R$ 2,4 milhões, que seriam relacionadas à lavagem de dinheiro.

Entre os elementos apresentados pela acusação estão mensagens extraídas de aparelhos celulares e supostos contatos com um policial civil que atuava na fiscalização de produtos químicos. O MP-SP considera esses registros relevantes para sustentar a participação dos investigados no esquema.

Além de Cariani, os promotores pediram a condenação de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira. O órgão solicitou a absolvição de Roseli Dorth e Andreia Domingues Ferreira por insuficiência de provas.

Considerando as penas previstas para os crimes e a quantidade de episódios apontados pela acusação, a condenação poderia alcançar 51 anos e oito meses de prisão. Esse número representa uma estimativa, não uma pena já aplicada pela Justiça.

Mesmo em caso de condenação superior a 50 anos, a legislação brasileira estabelece o limite de 40 anos para o cumprimento de penas privativas de liberdade.

A defesa de Renato Cariani, representada pelo advogado Aldo Romani Netto, nega as acusações e afirma que contestará o pedido do Ministério Público nas alegações finais.

Após a apresentação das manifestações das defesas, caberá à Justiça decidir sobre a condenação ou absolvição dos acusados.

Renato Cariani responde ao processo em liberdade e, até o momento, não foi condenado.

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