João Adibe, da Cimed, é direto ao falar sobre disputa entre Lula e Bolsonaro e manda recado

As eleições presidenciais no Brasil também movimentam o ambiente empresarial, principalmente pelas incertezas relacionadas ao futuro da economia. João Adibe, presidente da Cimed, comentou os impactos do período eleitoral e defendeu que o país continue avançando, independentemente de quem assuma a Presidência da República.

O empresário reconheceu que a proximidade das eleições costuma aumentar a preocupação com os rumos econômicos do Brasil. Segundo ele, o momento exige atenção, especialmente pelas dúvidas sobre o que pode acontecer após a votação.

“É (uma semana) um pouco mais tensa, principalmente quando você fala de economia. Todo mundo fica receoso: o que vai acontecer, o que não vai acontecer”, afirmou ele durante uma conversa com Toguro.

Na avaliação de Adibe, os desafios econômicos do Brasil vão além das diferenças políticas. O presidente da Cimed considera que o país precisa manter suas atividades e enfrentar os problemas existentes, independentemente da orientação ideológica do próximo governo.

“Na minha opinião, o Brasil já está precificado. Independente de quem for entrar, a gente tem um desafio grande aí por tudo que aconteceu. Tanto se é à direita, se é à esquerda, não importa, a gente tem que continuar trabalhando”, declarou.

O empresário também defendeu o respeito ao resultado das eleições e destacou a importância de preservar o funcionamento das instituições democráticas.

“O mundo não vai acabar do dia para a noite, concorda comigo? O nosso país é democrático, independente de quem ganhar, a gente tem que apoiar”, acrescentou.

Ao falar sobre as prioridades econômicas, Adibe destacou a necessidade de melhorar as condições de consumo da população e reduzir os custos que dificultam o crescimento das empresas.

“A gente vem num processo de que a gente quer é um Brasil próspero, é um Brasil que a população possa ter mais consumo, com menos inflação, baratear os custos, vários fatores que estão nos acelerando, principalmente a economia”, afirmou.

Por fim, o presidente da Cimed criticou o impacto dos juros elevados sobre os investimentos. Segundo ele, o custo do crédito pode tornar inviável a expansão de negócios quando supera a margem de lucro das empresas.

“Quando você tem um país onde o juro é muito alto, no meu caso de empreender, de investir, eu tenho que fazer conta, cara. Como é que eu vou tomar um dinheiro se o dinheiro é 20% ao ano e esses 20% ao ano eu não tenho de lucro dentro do meu negócio? É impossível.”

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