Sergio Moro se manifestou nas redes sociais após as fortes tempestades que atingiram diversas cidades do Paraná no último sábado (7 de novembro). Em publicação no X, antigo Twitter, o parlamentar demonstrou solidariedade aos moradores afetados, elogiou o trabalho das equipes de emergência e defendeu melhorias na preparação do estado para enfrentar eventos climáticos extremos.
“Mais uma vez o Paraná foi surpreendido por tempestades e ventos assustadores. Diversas cidades atingidas, entre elas Curitiba, região metropolitana e Laranjeiras do Sul. Muitas residências sem luz”, escreveu Moro.
O senador também agradeceu aos profissionais envolvidos nos atendimentos e deixou um alerta sobre a necessidade de aprimorar a resposta aos desastres. “Minha solidariedade aos atingidos e meus cumprimentos à defesa civil, aos bombeiros militares, servidores públicos estaduais e municipais envolvidos no reparo. Teremos que nos preparar melhor para reagir de imediato a todos os danos causados por esses eventos climáticos extremos”, afirmou.
As tempestades provocaram uma série de transtornos no Paraná. Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), o número de unidades consumidoras sem eletricidade chegou a 493,1 mil no pico das interrupções, registrado no fim da tarde de sábado. A companhia classificou o episódio como o evento climático de maior impacto sobre sua rede elétrica em 2026.
Em Curitiba, a prefeitura contabilizou cerca de 300 ocorrências relacionadas à queda de árvores e galhos. As rajadas de vento ultrapassaram 72 km/h, provocando bloqueios em vias públicas, danos à rede elétrica e problemas no transporte coletivo. Os terminais de ônibus Hauer e Tatuquara ficaram sem energia, enquanto a Unidade de Saúde Oswaldo Cruz, na Cidade Industrial de Curitiba, teve parte da cobertura danificada.
A situação também foi grave em outros municípios. Em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, os ventos chegaram a 99 km/h, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Loanda registrou rajadas de 96,5 km/h, enquanto Londrina atingiu 91,4 km/h e Santa Maria do Oeste chegou a 90,7 km/h.
Em Laranjeiras do Sul, uma das cidades mencionadas por Moro, os ventos alcançaram 80,3 km/h. A força do temporal provocou o desabamento das paredes de um pavilhão da Comunidade São Francisco de Assis. A estrutura já havia sido parcialmente danificada por outra tempestade, em outubro, quando parte do telhado foi arrancada. O espaço estava desocupado no momento do novo episódio.
Na Região Metropolitana de Curitiba, municípios como Pinhais, São José dos Pinhais e Araucária também registraram estragos. Em Pinhais, uma árvore de grande porte caiu e a estrutura de um estacionamento de condomínio desabou, sem registro de feridos naquele episódio.
A Copel mobilizou equipes de manutenção em diferentes regiões para recuperar a rede elétrica. No boletim divulgado na noite de sábado, a companhia informou que 424 mil unidades consumidoras ainda estavam sem fornecimento de energia às 17h30. O número representava a situação naquele horário, e não um balanço atualizado de domingo (8).
O episódio superou o recorde anterior de interrupções por temporais em 2026, registrado em 4 de outubro, quando 325 mil unidades consumidoras ficaram sem energia no pico das ocorrências.