A situação de Marcelo Paz no Corinthians ganhou novos desdobramentos em meio à pressão das torcidas organizadas por mudanças no departamento de futebol. O dirigente enfrenta um momento de desgaste nos bastidores, enquanto o presidente Osmar Stabile tenta administrar as cobranças e definir os próximos passos do clube.
Nos bastidores, Marcelo Paz pretende cumprir seu contrato, válido até dezembro de 2026, mas não está disposto a permanecer no clube na próxima temporada. O executivo chegou a considerar uma renovação para 2027, mas teria abandonado essa possibilidade diante do cenário atual.
A pressão sobre Marcelo Paz aumentou na quinta-feira (15 de outubro), quando representantes das torcidas organizadas se reuniram com Osmar Stabile. Durante o encontro, os torcedores manifestaram insatisfação com o trabalho do departamento de futebol e pediram a demissão do executivo.
Apesar das cobranças, Stabile não sinalizou publicamente que pretende afastar Marcelo Paz de maneira imediata. Informações de bastidores apontam que o dirigente ainda conta com a confiança do presidente, que não estaria disposto a promover uma mudança neste momento.
Outro ponto mencionado nos relatos é que Marcelo Paz seria considerado internamente uma espécie de escudo político para Stabile, por concentrar parte das críticas direcionadas à gestão do futebol.
O desgaste ocorre em um período de questionamentos sobre decisões tomadas pelo departamento de futebol, incluindo a escolha de Clarence Seedorf para comandar a equipe. A contratação provocou divergências internas e ampliou a pressão sobre os responsáveis pelo planejamento esportivo.