O zagueiro Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras, protagonizou uma discussão com policiais militares durante a partida contra o Vasco, neste domingo (8 de novembro), em São Januário, pela semifinal da Copa do Brasil. O episódio aconteceu no gramado, durante o intervalo do confronto, e ganhou destaque após uma referência ao Comando Vermelho, facção criminosa que atua no Rio de Janeiro.
A confusão começou quando jogadores do Palmeiras se aproximaram da equipe de arbitragem para reclamar de decisões tomadas durante o primeiro tempo. Gustavo Gómez e Jhon Arias estavam entre os atletas que protestavam, enquanto policiais militares acompanhavam os árbitros para garantir a segurança no campo.
Durante a reclamação, Arias recebeu um cartão amarelo, enquanto Gómez acabou discutindo diretamente com dois policiais. O zagueiro Bruno Fuchs tentou intervir para afastar o companheiro e evitar que o desentendimento se agravasse. As imagens da transmissão mostraram o momento de tensão, mas não permitiram identificar com clareza todas as palavras pronunciadas pelo capitão palmeirense.
Em determinado momento, um dos policiais reagiu à discussão e afirmou: “Apologia ao crime! Tá maluco?”. A declaração chamou a atenção e levantou questionamentos sobre o que teria sido dito pelo jogador durante o confronto verbal.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, a referência ao Comando Vermelho voltou a aparecer quando os atletas se encaminhavam para os vestiários. Um policial questionou Bruno Fuchs sobre o motivo de Gustavo Gómez ter mencionado a organização criminosa durante a discussão.
Na ocasião, Fuchs explicou que o companheiro havia dito que os jogadores eram seres humanos, e não integrantes do Comando Vermelho. A resposta indicou que a referência à facção teria ocorrido em meio à reclamação sobre a maneira como os atletas estavam sendo tratados pelos policiais.
Apesar da reação de um dos agentes, não é possível afirmar que Gustavo Gómez tenha cometido apologia ao crime. A fala original do defensor não pode ser compreendida integralmente nas imagens divulgadas, e a explicação apresentada por Bruno Fuchs não indica qualquer manifestação de apoio à organização criminosa.
A discussão aconteceu em um momento de forte insatisfação dos jogadores palmeirenses com a arbitragem. O episódio envolvendo Gustavo Gómez e os policiais ocorreu ainda no gramado de São Januário, antes de as equipes retornarem aos vestiários para o intervalo da semifinal.
Dentro de campo, o confronto também foi marcado pela disputa por uma vaga na decisão da Copa do Brasil. O Palmeiras havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0, com gol de Mauricio, e entrou em São Januário com a vantagem do empate. Entretanto, o Vasco conseguiu igualar o placar agregado e levou a definição da vaga para os pênaltis.
Facundo Colidio abriu o placar para o Vasco aos 15 minutos do primeiro tempo. Na etapa final, Piquerez empatou para o Palmeiras, mas Puma Rodríguez marcou novamente para a equipe carioca, em cobrança de falta, estabelecendo a vitória vascaína por 2 a 1 no tempo regulamentar.
Nas penalidades, o Palmeiras venceu por 5 a 4 e garantiu a classificação à final da Copa do Brasil. O goleiro Carlos Miguel teve participação decisiva ao defender as cobranças de Lescano e Andrés Gómez, enquanto Léo Jardim conseguiu defender a tentativa de Giay.
Com a classificação, o Palmeiras enfrentará o Grêmio na decisão do torneio nacional. A equipe gaúcha assegurou sua vaga ao eliminar o Atlético-MG, depois de vencer o primeiro confronto por 2 a 0 e empatar o segundo por 1 a 1.
A final será disputada em jogo único no dia 6 de dezembro, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O confronto reeditará a decisão da Copa do Brasil de 2020, conquistada pelo Palmeiras, que agora buscará seu quinto título na competição.