Muita coisa mudou no Brasil nas últimas décadas. Carros que eram lançamentos deixaram de ser fabricados, novas tecnologias transformaram a rotina da população e o salário mínimo passou por diversos reajustes. No futebol, uma marca do Vasco permanece desde aquela época: a ausência em finais de competições internacionais.
Para entender o tamanho desse jejum, é preciso voltar ao ano 2000. Naquele período, o salário mínimo brasileiro era de R$ 151 e a Chevrolet apresentava ao mercado o Celta, um dos modelos populares que marcaram a indústria automobilística nacional.
O veículo chegou com preços anunciados a partir de R$ 13.390 para compras pela internet. Isso significa que um brasileiro precisaria reunir aproximadamente 89 salários mínimos para adquirir o automóvel, sem considerar outras despesas.
Foi justamente naquele cenário que o Vasco disputou sua última decisão continental. Em 20 de dezembro de 2000, o Cruzmaltino enfrentou o Palmeiras na final da Copa Mercosul e protagonizou uma das partidas mais marcantes de sua história.
A equipe carioca terminou o primeiro tempo perdendo por 3 a 0, mas conseguiu uma reação impressionante. Com três gols de Romário e um de Juninho Paulista, venceu por 4 a 3 e conquistou o título, em uma partida que ficou conhecida como a “Virada do Século”.
O tempo passou, o Celta ganhou novas versões e teve sua produção encerrada em 2015. O Vasco, por sua vez, não conseguiu retornar a uma final continental.
Em 2011, o clube chegou à semifinal da Copa Sul-Americana, mas foi eliminado pela Universidad de Chile. Quinze anos depois, surgiu uma nova oportunidade de encerrar a espera.
Na edição de 2026, o Vasco alcançou novamente a semifinal da Sul-Americana. Após vencer o Boca Juniors por 1 a 0 na Argentina, acabou derrotado por 3 a 1 no Maracanã e ficou fora da decisão.