O Maracanã virou cenário de destruição após a partida entre Vasco e Boca Juniors, na terça-feira (20). Imagens divulgadas nas redes sociais mostram cadeiras quebradas, bebedouros danificados e um vaso sanitário depredado nas dependências do estádio. O vandalismo amplia os prejuízos para a administração do complexo, que já havia tentado impedir judicialmente a realização do confronto e agora precisa lidar com os estragos deixados por torcedores.
A depredação transformou o pós-jogo em mais um problema para a gestão do Maracanã. Além dos custos de avaliação e reparação das estruturas danificadas, o episódio exige uma mobilização rápida das equipes de manutenção. O estádio tem outro compromisso importante nesta quinta-feira (22), quando o Flamengo enfrenta o Estudiantes pela semifinal da Libertadores, às 21h30 (horário de Brasília). Com apenas dois dias entre as partidas, o intervalo para inspecionar as instalações e realizar os reparos é reduzido.
Veja como ficou o Maracanã:
A situação ganha contornos ainda mais problemáticos diante da disputa judicial que antecedeu o jogo. O Vasco precisou recorrer à Justiça para garantir o direito de utilizar o Maracanã, enquanto o consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do estádio, tentou barrar a realização da partida. Entre as preocupações apresentadas estavam os impactos no planejamento do complexo e a preservação do gramado em meio ao calendário de compromissos.
Depois de conseguir autorização para jogar no estádio, o Cruz-Maltino deixou para a administração uma situação que vai além das questões esportivas. A concessionária, que já havia manifestado resistência à realização do confronto, agora precisa avaliar os danos provocados pela ação de torcedores e garantir que o local esteja em condições adequadas para receber o público novamente.
Dentro de campo, o Vasco perdeu por 3 a 1 para o Boca Juniors, após vencer a ida por 1 a 0, na Argentina, e acabou eliminado da Copa Sul-Americana. O resultado, porém, ficou em segundo plano diante das cenas registradas após o confronto. A eliminação explica a frustração esportiva, mas não justifica a depredação de um estádio que precisa estar pronto para receber outro jogo decisivo em menos de 48 horas.