A proteína virou um dos principais assuntos quando se fala em emagrecimento e ganho de massa muscular. O nutriente aparece cada vez mais em produtos como iogurtes, bebidas, barras e até pães. Ao mesmo tempo, medicamentos como Mounjaro e Ozempic também aumentaram a preocupação com a quantidade de proteína consumida durante a perda de peso.
Isso acontece porque esses remédios podem diminuir bastante a fome. Comendo menos, algumas pessoas podem ter dificuldade para consumir todos os nutrientes de que o corpo precisa. A proteína merece atenção porque ajuda a formar e manter os músculos.
Mas será que comer muita proteína faz bem? Não necessariamente. Para um adulto saudável, a recomendação básica é de cerca de 0,8 grama de proteína por quilo de peso por dia. Na prática, uma pessoa que pesa 70 quilos precisa de aproximadamente 56 gramas de proteína diariamente para atender a essa necessidade.
Quem faz musculação ou outros exercícios que exigem força pode precisar de mais. Estudos mostram que o consumo de até cerca de 1,6 grama por quilo de peso por dia pode ajudar no ganho e na manutenção dos músculos. Para uma pessoa de 70 quilos, isso representa cerca de 112 gramas de proteína por dia.
A partir desse nível, porém, aumentar ainda mais a quantidade não significa necessariamente ganhar mais músculos. O excesso também pode fazer com que a pessoa deixe de consumir outros alimentos importantes para a saúde.
Isso é especialmente importante durante o uso de medicamentos para emagrecer. Ao perder peso, o corpo pode eliminar gordura, mas também pode perder parte da massa muscular. Por isso, além de consumir proteína em quantidade adequada, é importante manter uma alimentação variada e praticar exercícios de força, quando houver liberação médica.
E não é preciso depender de suplementos para conseguir proteína. Alimentos como ovos, frango, peixe, carne, leite, queijo, iogurte, feijão, lentilha e grão-de-bico são boas fontes do nutriente.
Pessoas com doença renal precisam de atenção especial. Nesses casos, a quantidade de proteína pode precisar ser diferente e deve ser definida por um profissional de saúde.
No fim, a ideia não é comer o máximo possível de proteína, mas consumir a quantidade adequada para o próprio corpo. Uma alimentação equilibrada continua sendo mais importante do que simplesmente aumentar a presença de um único nutriente no prato.


