STJD pode aplicar pena rigorosa e causar desfalque no Internacional

O Internacional pode ter outro problema na reta final do Campeonato Brasileiro. Além de acompanhar a recuperação de Alan Patrick, o clube terá de lidar com um julgamento que pode afastar seu capitão nas próximas rodadas.

O meia foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por declarações após a derrota por 2 a 1 para o Fluminense, em 28 de outubro, no Maracanã. O julgamento está marcado para quinta-feira (5 de novembro), às 14h (horário de Brasília), na 4ª Comissão Disciplinar.

A reclamação ocorreu na saída de campo. Alan Patrick criticou o árbitro Lucas Casagrande por não mostrar o segundo cartão amarelo a Renê, do Fluminense. Na avaliação do camisa 10, o lateral deveria ter sido expulso por interromper uma jogada perigosa.

Na entrevista, o jogador afirmou que faltou personalidade ao juiz. Em seguida, declarou: “Faltou culhão da parte dele em aplicar o segundo cartão”. O capitão também mencionou outros lances polêmicos e disse que não adiantava continuar lamentando o resultado.

A Procuradoria denunciou o atleta com base no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de ofensa à honra. A regra geral prevê de um a seis jogos de suspensão e multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Quando a ofensa é de atleta contra um integrante da arbitragem, a pena mínima prevista é de quatro partidas, caso o enquadramento seja mantido.

A súmula da partida não registrou comportamento irregular de Alan Patrick. Mesmo assim, as declarações à televisão motivaram a denúncia. Até o julgamento, não há suspensão aplicada ao jogador por esse episódio.

O Internacional também responderá por uma denúncia relacionada ao tumulto após o confronto. O artigo 257 foi citado em razão de ofensas dirigidas à arbitragem por pessoas da delegação colorada, conforme relato da súmula.

Alan Patrick já ficou fora da vitória sobre o Coritiba por causa de uma lesão na coxa direita. Se receber suspensão, poderá desfalcar o Internacional diante do Vasco, em 19 de novembro, no Rio de Janeiro. A direção informou que apresentará sua posição no processo, sem manifestação pública antecipada.

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